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É clichê, mas é o que é...


Hoje é quarta-feira, 15h14, dia normal…estou aqui a 40 minutos da minha casa (que por acaso é onde eu trabalho também), escrevendo esse texto no bloco de notas do meu celular.


É um lugar gostoso de vir…Aberto, cheio de árvores, com muitos cavalos…uma hípica. Geralmente venho para cá e aproveito para "descansar" um pouco a minha cabeça e curtir esse momento.


Venho aqui com a Bia, minha filha mais velha, toda quarta-feira. Ela vem fazer aula de hipismo. Desde pequena é apaixonada por cavalos e com o tempo, começou a montar esporadicamente, quando tínhamos oportunidade. De um tempo para cá, começamos a investir nessa paixão dela.


Próximo a minha casa, era tudo muito caro, não é um esporte barato. Mas por indicação, achamos uma hípica próxima de SP. Exatos 40 minutos da minha casa.


Achei que não ia rolar, porque quem faz o trabalho de motorista aqui em casa sou eu. A parte de logística, com raras exceções, é comigo: a "mãetorista".


Mas ela gosta muito, e como mãe, achei que valeria a pena fazer esse trajeto.


Poder participar desses momentos é algo que não tem preço. Vou usar o clichê GRATIDÃO, porque sei que muitas pessoas não conseguem ter essa oportunidade. A oportunidade de poder ter um trabalho que permita essa flexibilidade, que permita essa liberdade de tempo, onde eu consiga ter o meu próprio negócio e ainda poder participar tão de perto da vida das minhas filhas.


É toda semana, ver no olho dela a felicidade de conseguir pular um obstáculo ou montar em um cavalo mais arisco. Poder estar perto quando ela está insegura ou gritar de longe: "Vai, Bia!" quando ela completa algum exercício de maneira correta.


Vou fazer uma pausa aqui e retroceder 8 anos atrás, quando a Bia tinha menos de 2 anos e eu estava trabalhando no mundo corporativo.


Nessa época, sair para levá-la no pediatra ou participar de alguma atividade da escola especial como apresentações do dia das mães ou até mesmo adaptação na escola era uma missão quase impossível.


Eu estava presa ao meu trabalho e ele era maior…mas não era o mais importante, nem era a minha prioridade. Quando eu percebi que ele não era a minha prioridade e que mesmo assim ele estava ganhando da minha vida pessoal e principalmente da minha filha, eu vi que teria que tomar alguma atitude para mudar.


Agora corta e volta para os dias atuais…


Se você me perguntasse naquela época se eu poderia estar em uma quarta-feira, levando minha filha para andar a cavalo, no meio da tarde, em um lugar bem longe da minha casa, eu iria rir da sua cara provavelmente. Não existia a hipótese de almoçar em casa, quanto mais de fazer uma coisa dessa.


Nem sonhava com isso.


Mas o bom é que a vida nos surpreende e nós temos o poder de mudar os nossos caminhos e fazer escolhas.


Escolhas que muitas vezes nos dão frio na barriga, mas nos trazem liberdades que a gente nem imaginava. Liberdades que nos ajudam a conciliar a nossa vida pessoal e profissional e de uma maneira, conseguir ter mais prazer no nosso trabalho.


Eu achava que ter um trabalho CLT a vida inteira era o correto, mas deixei minha intuição falar mais alto.


Em um determinado momento, eu vi que o mundo corporativo não estava mais funcionando para mim, e foi ali que eu tomei a decisão que mudou a minha vida. A decisão que me trouxe a liberdade de tempo que eu queria.


Tudo isso só aconteceu porque eu transformei a minha paixão pelo mundo materno na minha fonte de renda. Essa foi a decisão mais importante que já tomei até hoje. Ter o meu próprio negócio como baby planner que me permitiu estar aqui hoje, contando essa história para vocês.


Espero que vocês possam passar por isso também. Recomendo muito.


Até semana que vem!


Bjs,


Carol.


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